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Velocidade de corte vs. vida útil da lâmina: O equilíbrio que salva dinheiro

  • Foto do escritor: JLH Serras
    JLH Serras
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

No corte de metais, há uma verdade implacável: tempo é dinheiro — mas ferramenta também é custo. O dilema entre aumentar a velocidade de corte para elevar a produtividade e preservar a vida útil da lâmina para reduzir custos de reaquisição e tempo de máquina parada é a batalha diária em qualquer chão de fábrica. A chave para o lucro não está em maximizar um fator isolado, mas em encontrar o ponto de equilíbrio econômico do processo.


A Lei da Produtividade Agressiva


Quando aumentamos a velocidade de corte, a produção dispara. Isso é positivo — até certo ponto. O aumento da velocidade impõe um estresse térmico e mecânico exponencial sobre os dentes da lâmina.


O calor excessivo é o inimigo silencioso do processo:


1. Aceleração do desgaste de flanco O aumento da temperatura na zona de corte, especialmente acima do ponto crítico do material da lâmina, reduz a dureza do substrato e acelera o desgaste.


2. Aumento da difusão e craterização Em temperaturas elevadas, ocorre a migração de átomos entre a peça e a lâmina, enfraquecendo o dente e antecipando falhas.

Resultado: o ganho de tempo por peça é rapidamente anulado pelo aumento da frequência de trocas e paradas não produtivas.


O Custo Oculto da Lâmina


Uma lâmina com vida útil curta não gera prejuízo apenas no preço de compra. O custo real da ferramenta está espalhado por todo o processo:


1. Tempo ocioso de máquina Durante a troca da lâmina, o custo-hora do equipamento continua ativo — sem produzir.


2. Mão de obra e setup Trocas frequentes exigem tempo do operador, ajustes iniciais e validação do corte.


3. Refugo e retrabalho Lâminas no limite de desgaste comprometem tolerâncias, acabamento e repetibilidade, gerando perdas invisíveis no custo por peça.


O Equilíbrio que Salva Dinheiro


A velocidade de corte ideal é aquela em que a soma:


  • do custo de corte (que diminui com o aumento da velocidade)

  • com o custo de ferramenta, paradas e refugo (que cresce com o aumento da velocidade) atinge o seu ponto mínimo.


📌 Esse é o verdadeiro ponto de equilíbrio econômico do corte.


Regra de Ouro


Não utilize o máximo que a lâmina pode aguentar. Utilize o ótimo que ela deve durar para garantir produtividade constante, menor custo por peça e um fluxo de caixa saudável.

No fim, o lucro não está no limite do equipamento, mas na inteligência do processo.

 
 
 

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